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Luiz Komoda




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Presidente Prudente

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Cristo e Noé no Cinema

14/04/2014 08:09

 

                Muita gente que não assistiria a um filme bíblico, fê-lo no caso de “A paixão de Cristo”, dirigido por Mel Gibson. O principal ingrediente de seu sucesso de bilheteria foi a violência. Ninguém havia, antes, se atrevido a aplicar tanta violência a Jesus. Mel Gibson diz que seu filme não chegou aos pés da real violência sofrida por Cristo. Nós não somos testemunhas oculares (como foram os discípulos do Mestre) mas essa afirmação deve ter fundamento.

               Inúmeros filmes foram produzidos sobre a vida de Jesus. Alguns, de qualidade muito baixa, infelizmente. Já o “Evangelho segundo João”, com o ator Henry Ian Cusick, e “Jesus de Nazaré”, dirigido por Franco Zefirelli, honram o personagem pela fidelidade à Bíblia Sagrada.

Noé foi retratado no filme “A Bíblia – no princípio”, de 1966,  no qual o próprio diretor John Huston interpreta esse personagem. A tônica desse filme foi o humor: quando a mulher de Noé se apavorava em ter que alimentar feras, Noé tentava tranqüilizar dizendo que os tigres “eram apenas gatos grandes”. E o momento da entrada dos animais (reais e não virtuais) na arca, o último bichinho da fila foi a tranqüila tartaruga que recebeu uma “ajudazinha” de um filho de Noé que a carregou correndo antes que a porta se fechasse.

               Agora chegou às telas outro filme “Noé”, este com o ator Russel Crowe (que interpretou “O gladiador”). Apesar de ter arrecadado 43,7 milhões de dólares, na estréia, nos Estados Unidos, está sendo proibido em alguns países islâmicos. O diretor Darren Aronofsky disse “decidimos seguir o que Deus diz na Bíblia”, o que está sendo contestado por várias vozes do mundo cristão. Católicos conservadores dizem que o filme desvirtua a história real de Noé. Críticos de cinema também estão taxando de “ruim”, tanto a técnica, como o enredo do filme. Isso ocorre porque seu idealizador não teve inspiração do Espírito Santo de Deus. Daí acontecer essas discrepâncias.

               A Bíblia Sagrada não é filme de entretenimento, porisso Gênesis, capítulos 6 a 9 ensina verdades inacessíveis para incrédulos. Uma delas é o motivo do dilúvio: “O Senhor viu que a perversidade do homem tinha aumentado na terra e que toda a inclinação dos pensamentos do seu coração era sempre e somente para o mal.” Daí, Deus decidiu destruir a vida animal junto com a humana. Exceto Noé porque este era justo, reto e andava com Deus. Deu instruções a ele para construir a arca, introduzir a sua família, estocar alimentos, e juntar um casal de cada espécie animal impróprios para alimentação e sete casais de animais comestíveis (ver Levítico 11). Os alimentos vegetais seriam destruídos, porisso  Deus instruiu quais carnes comer ou não. Levítico 11 mostra isso para nós, hoje, mas não é levado em consideração porque muitos cristãos preferem opiniões de líderes humanos do que a clara Palavra de Deus. Gênesis 7:11 informa: “No ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, naquele mesmo dia se romperam todas as fontes do grande abismo, e as janelas dos céus se abriram”. Esse fenômeno, nunca dantes ocorrido, desfigurou toda a Terra, com crateras e abismos inexistentes antes do dilúvio. Isso explica hoje a presença dos canyons, em vários locais e conchas e fósseis marinhos no alto de montanhas espalhadas pelo mundo. Tudo antes eram planícies suaves (serão reconstruídas após a volta de Jesus). Noé levou muitos anos para construir a arca com sua família. Na hora de embarcar, entrou apenas a família de Noé. Os demais habitantes rejeitaram crer em Deus e caçoavam do construtor da arca. Apenas este andava com Deus, Gênesis 6:9. Após findar as chuvas, Deus fez um pacto com Noé instruindo para que formassem famílias, enchessem a Terra, e prometendo nunca mais desabar outro dilúvio. O arco-íris que vemos no céu é símbolo atual dessa aliança antiga

                A fórmula do sucesso de Noé é: andar com Deus diariamente, crer Nele (a fé vem pelo estudar a Bíblia Sagrada) e amar ao próximo desejando, mas sem forçar, que aceite a salvação que Jesus oferece pela graça. Convidando-o para conhecer Jesus e andar com ele diariamente (ser amigo de Jesus = crer = obedecer aos seus mandamentos – João 14:15). Noé investiu em Deus (não interesseiramente pois Deus conhece o coração) e colheu, como dividendos,  a Terra toda inteirinha para sua família. Está escrito na Bíblia Sagrada.

 

Luiz Komoda, designer e adventista do sétimo dia, escreveu durante 13 anos, a coluna Cotidiano Bíblico no jornal diário O Imparcial, de Presidente Prudente, SP. Pesquisa Bíblia, design, saúde natural, etc.