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Luiz Komoda




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A Copa não é do brasileiro - (visão consciente e crítica sobre a Copa 2014 no país do futebol)

31/03/2014 11:27

                                 A Copa não é do brasileiro

Tem muito brasileiro pensando “Que maravilha é a Copa do Mundo acontecer tão pertinho da gente, aqui mesmo no Brasil”. Sim, e vários deles poderão, de fato, ingressar nos estádios e assistir, ao vivo, aos jogos da seleção.

Mas quem assistirá a esses jogos é um número bem pequeno em relação ao total de torcedores interessados no mundo todo.  As restrições incluem a capacidade limitada dos estádios (o maior estádio do mundo comporta 150 mil torcedores e não está no Brasil), o volume inchado de torcedores que afluirão aos jogos (soma de brasileiros e estrangeiros), os preços dos ingressos nada acessíveis à grande massa de assalariados (a Fifa cobrava de 3.058 a 6.700 reais o pacote fechado, isso em agosto de 2013). Esta proximidade do evento torna cada vez mais raro encontrar ingressos (incluindo a questão dos cambistas que superinflacionam os preços), e os que o conseguirem terão ainda que arcar com despesas para deslocamentos interestaduais (os jogos estão divididos em vários estádios de diferentes estados da federação), hospedagem, alimentação e outros gastos. Será que a rede hoteleira estará preparada para receber tantos hóspedes?

Concluindo, só poderá assistir ao vivo aos principais jogos o torcedor que tiver tempo, dinheiro, disposição e também sorte (para adquirir os ingressos em tempo hábil e para tudo decorrer favoravelmente durante o evento). Seria esse o perfil da torcida brasileira? É claro que não, isso é da competência da elite e não do povão.

Dessa maneira, a Copa no Brasil repetirá as mesmas cenas das demais realizadas fora do Brasil: o torcedor brasileiro sentadinho no sofá em frente da televisão ou então diante dos milhares de telões disponíveis, não esquecendo de outros artefatos portáteis da mídia eletrônica.

Por todos esses motivos, a Copa é NO Brasil mas não é DO Brasil.

Já que é assim, então o que é do brasileiro então? O brasileiro, no país do futebol, não tem a Copa. Também não tem o dinheiro (em tudo o que gasta, o governo suga boa parte em impostos). Não tem espaço nas ruas que continuam como foram projetadas sem prever o fluxo cada vez maior de novos motoristas decorrentes da facilidade de adquirir seu carro próprio (principalmente nas horas de pico das grandes cidades, o congestionamento está ficando insuportável a cada dia que passa). Não tem saúde, a atual cultura ou paradigma da medicina, do consumismo, da indústria alimentícia e farmacêutica, que está se distanciando mais e mais do naturalismo, afasta a saúde na velocidade da internet.

A pergunta é se o brasileiro tem alguma coisa de fato sua, então. A resposta é sim. O brasileiro (você, eu, eles) tem os mesmo direitos de torcedores ou não torcedores latinos, americanos, europeus, asiáticos, africanos, etc. Tem direito à saúde, paz, salvação e esperança do cristão consciente. 

Todos estes últimos itens citados tem uma única fonte e garantia: a fonte é aquele que diz: “Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo”. João 14:27. Este é o Próprio Jesus cuja paz não é simplesmente ausência de guerras mas sim a paz em todos os sentidos, emocional, espiritual, social: "Eu disse essas coisas para que em mim vocês tenham paz. Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo". João 16:33.

Amizade com Jesus é a condição para obter as bênçãos que Ele já conquistou para nós na cruz do calvário. E o jeito de fazer amizade com Jesus é o mesmo que ocorre entre as pessoas = conhecê-las bem. A oração e o estudo da Bíblia Sagrada é que nos faz conhecer bem Jesus: “Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito”; João 5:39.

A amizade com Jesus é a chave para a salvação, veja como isso foi fato na vida dos apóstolos fiéis: “Vocês serão meus amigos, se fizerem o que eu ordeno”. 
João 15:14. Obediência aos Seus mandamentos é parte importante na amizade com o Mestre. Jesus virá segunda vez a este planeta, agora como Senhor dos senhores e Rei dos reis (ver Apocalipse 17:14) para buscar uma classe de amigos: “assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam.Hebreus 9:28”.  “Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda”. 2 Timóteo 4:8. Mais do que simplesmente aguardar, amar a volta de Jesus é condição (aguardar a volta de Jesus significa, ser adventista, esperar, estar preparado para a nova vinda do Messias). Jesus virá para buscar esses amigos, iniciando pelo primeiro adventista Adão até o último amigo fiel adventista de caráter semelhante ao do Mestre. Pode ser que não a Copa mas a casa e todo o universo será sim do amigo fiel de Jesus. Está escrito na Bíblia Sagrada.

Luiz Komoda, designer, professor online, adventista do sétimo dia, escreveu durante 13 anos, a coluna Cotidiano Bíblico no jornal diário O Imparcial, de Presidente Prudente, SP. Pesquisa Bíblia, design, saúde natural, etc.
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